/Embrião de 8 semanas
Embrião de 8 semanas

Embrião de 8 semanas, do lado esquerdo

intestinos · artérias · placenta — Moore, 10ª ed.rascunho v11
Embrião de 8 semanas visto pelo lado esquerdo, ligado à placenta pelo cordão umbilical. Setas movem, + e − aproximam, P alterna a postura, 0 volta. 12346 cranialcaudal

↔ arraste para o lado para ver o desenho inteiro; dois dedos aproximam.

Escolha um sistema para ver os rótulos dele; passe o mouse ou toque numa estrutura para ver o nome · Tab percorre os rótulos do sistema ativo · arraste para mover (mouse) · Ctrl + roda ou pinça aproxima · com a figura em foco: setas movem, + e − aproximam, P alterna a postura, 0 volta.

Postura aproximada: na 6ª semana a cabeça se dobra sobre a proeminência cardíaca pela flexão do pescoço, que depois começa a se endireitar; na 8ª ela ainda é quase metade do embrião (Moore, cap. 5).

Postura real · foto
Embrião humano de cerca de 8 semanas dentro do saco coriônico aberto, visto de lado: cabeça grande e fletida, corpo curvado em C, membros curtos dobrados na frente do tronco.
Embrião humano real, usado com finalidade educacional.
Foto: lunar caustic, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons (‘Human Embryo - Approximately 8 weeks estimated gestational age’, 2009).

O que a figura mostra

Embrião de ≈8 semanas visto pelo lado esquerdo (esquema original), ligado à placenta pelo cordão umbilical. Foco: o tubo digestório. O epitélio (endoderma) está em amarelo, cada parte num tom; a parede está em rosa, porque o tubo inteiro é envolvido por mesoderma esplâncnico, que forma o tecido conjuntivo e o músculo.

Trato digestório, da boca ao ânus

O trato está desenhado como um tubo só, contínuo. As cores são as do território: intestino anterior (amarelo-ouro), médio (âmbar) e posterior (amarelo-claro); a frente da boca está em azul (ectoderma) e o fim, em oliva, é o tampão epitelial. A parede rosa é o mesoderma esplâncnico em volta do epitélio.

Boca e faringe. O tubo começa no estomodeu, a boca primitiva, uma depressão do ectoderma. A membrana bucofaríngea, que o separava da faringe, rompe-se por volta do 26º dia, e o revestimento ectodérmico do 1º arco forma o epitélio oral (Moore, cap. 9). A faringe primitiva vem do intestino anterior: alarga-se em cima, onde se une ao estomodeu, e se estreita embaixo, onde continua no esôfago (cap. 9). No assoalho (parede ventral) da faringe fica a entrada da laringe, com o primórdio da epiglote logo à frente (ver Coluna e arcos).

Esôfago. Vem do intestino anterior logo abaixo da faringe (cap. 11). O septo traqueoesofágico dividiu essa parte do intestino anterior em uma parte ventral, o tubo laringotraqueal, e uma dorsal, a orofaringe e o esôfago (cap. 10); por isso o esôfago corre atrás da traqueia. Ele alcança seu comprimento relativo final por volta da 7ª semana; o epitélio fecha a luz, que normalmente se recanaliza no fim da 8ª semana (cap. 11).

Estômago e piloro. O estômago começou como uma dilatação fusiforme do intestino anterior; a margem dorsal cresceu mais depressa e virou a curvatura maior. Depois ele girou 90° no sentido horário (visto pela extremidade cranial): a curvatura menor foi para a direita e a maior para a esquerda, a parte cranial foi para a esquerda e um pouco para baixo, a caudal para a direita e para cima, e o eixo maior ficou quase transverso (Moore, cap. 11). Nesta vista pela esquerda a curvatura maior fica para trás (dorsal) e o piloro, a região do esfíncter distal do estômago (cap. 11), fica na frente, mais alto que o fundo da curvatura maior.

O baço começa a se desenvolver na 5ª semana, a partir de mesênquima entre as camadas do mesogástrio dorsal, do lado esquerdo do estômago, e só adquire a forma característica no início do período fetal; por isso aparece só como uma sombra (Moore, cap. 11).

Duodeno. Forma-se da parte caudal do intestino anterior e da parte cranial do intestino médio; a junção das duas fica logo depois da origem do ducto biliar, e por isso a cor muda no meio do C. Ele cresce como uma alça em forma de C que se projeta ventralmente e, com o giro do estômago, gira para a direita e fica contra a parede dorsal do abdome (Moore, cap. 11). Nas 5ª e 6ª semanas a luz fica temporariamente fechada pelo epitélio e se recanaliza até o fim do período embrionário (cap. 11).

Fígado, vias biliares e pâncreas. A bile sai de cada lobo do fígado pelos ductos hepáticos direito e esquerdo, que se unem no ducto hepático comum; este recebe o ducto cístico da vesícula e continua como ducto biliar até o duodeno (Moore, cap. 11; Moore Anatomia). O ducto biliar chega ao meio do C; no início ele se liga à face ventral do duodeno, mas com o crescimento e o giro sua entrada é levada para a face dorsal (cap. 11), por isso no desenho ele passa por trás do duodeno. O pâncreas se forma a partir dos brotos dorsal e ventral (endoderma do intestino anterior, por isso em amarelo-ocre). O broto ventral nasce perto da entrada do ducto biliar e, quando o duodeno gira e toma a forma de C, é levado para trás com o ducto e se funde ao dorsal; forma o processo uncinado e parte da cabeça, que fica na curva do duodeno. Com o giro, o pâncreas vai para a parede abdominal dorsal (Moore, cap. 11). A cauda se estende no mesogástrio dorsal, atrás do estômago, e o duodeno e a cabeça do pâncreas vão para a direita do corpo (Langman, cap. 15); por isso, nesta vista pela esquerda, o corpo e a cauda passam atrás do estômago e por cima do duodeno.

Alça do intestino médio. O intestino médio se alonga numa alça em U, que entra na parte proximal do cordão umbilical no início da 6ª semana (hérnia fisiológica, Moore, cap. 11); no fim da 8ª semana os intestinos ainda estão ali (cap. 5). A alça tem uma porção cranial e uma caudal; o ducto onfaloentérico se prende ao ápice, onde as duas se juntam, e liga a alça à vesícula umbilical até a 10ª semana. A porção cranial cresce depressa e forma as alças do intestino delgado (as ondas); a caudal muda pouco, exceto pela dilatação cecal, primórdio do ceco e do apêndice (cap. 11). Ainda no cordão, a alça gira 90° no sentido anti-horário em torno da artéria mesentérica superior, o que leva a porção cranial para a direita e a caudal para a esquerda (cap. 11). Vista pela esquerda, então, a porção caudal fica na frente (mais perto de nós) e encobre a artéria, e a cranial fica atrás, em parte coberta. Os intestinos só voltam ao abdome na 10ª semana (cap. 11).

Sobre o ducto onfaloentérico o próprio Moore diverge: no cap. 7 ele geralmente se separa da alça ao final da 6ª semana; no cap. 11 a alça se comunica com a vesícula umbilical por ele até a 10ª semana. O desenho segue o cap. 11.

Intestino posterior, reto e canal anal. A porção caudal volta para dentro do corpo como colo transverso; o limite entre intestino médio e posterior fica no colo transverso, onde o ramo da mesentérica superior dá lugar ao da inferior (Moore, cap. 11), e é ali que a cor muda. Do intestino posterior vêm o terço esquerdo do colo transverso, o colo descendente, o sigmoide, o reto e a parte superior do canal anal; dele vêm também o epitélio da bexiga e da maior parte da uretra (cap. 11). A cloaca já foi dividida pelo septo urorretal em reto, parte cranial do canal anal e seio urogenital (cap. 11; o Moore mostra a divisão completa com 7 semanas). Não existe membrana anal: depois da ruptura da membrana cloacal, a luz anorretal fica fechada por um tampão epitelial, que se desfaz no fim da 8ª semana. Os dois terços superiores do canal anal vêm do intestino posterior; o terço inferior, da fosseta anal (cap. 11).

Cloaca e urogenital

O embrião ainda é curvado: a extremidade caudal se dobra para a frente e traz a região da cloaca e o tubérculo genital para perto do cordão (curvatura aproximada). A cloaca já foi dividida pelo septo urorretal (mesênquima, rosa) em reto, atrás, e seio urogenital, na frente. O seio urogenital tem uma parte vesical (bexiga, contínua com o alantoide, que passa pelo umbigo e entra no cordão), uma parte pélvica e uma parte fálica, que cresce em direção ao tubérculo genital. As partes pélvica e fálica formam a uretra, e da parte fálica sai a placa uretral, que entra no tubérculo (o epitélio da maior parte da uretra vem do endoderma do seio urogenital; cap. 12).

A genitália externa ainda é igual nos dois sexos: as diferenças começam a aparecer durante a 9ª semana, e a forma definitiva só se completa na 12ª (Moore, caps. 6 e 12).

Os rins definitivos (metanefros) ainda estão subindo e só se fixam na 9ª semana: o esquerdo, do nosso lado, e o direito, atrás, mais apagado. Rim e ureter são de mesoderma (rosa): o ureter, a pelve, os cálices e os túbulos coletores vêm do broto uretérico, uma evaginação do ducto mesonéfrico (mesoderma intermediário), e o resto do néfron vem do blastema metanéfrico. A bexiga, ao contrário, tem epitélio de endoderma (cap. 12).

Placenta e cordão

O cordão, revestido pelo âmnio, leva duas artérias umbilicais (vermelho, do embrião para a placenta) enroladas em volta de uma veia umbilical (vinho), que vai da placenta para o fígado; a veia umbilical direita já desapareceu na 7ª semana (caps. 7 e 13).

Atenção às cores: o desenho usa a convenção artéria = vermelho, mas no cordão o sangue é o contrário do que ela sugere. A veia umbilical leva o sangue bem oxigenado da placenta para o embrião, e as artérias umbilicais levam o sangue pobre em oxigênio para a placenta (Moore, cap. 13).

Os vasos do alantoide tornam-se as artérias umbilicais; a parte intraembrionária das veias umbilicais tem outra origem (Moore, cap. 4). A parte proximal das artérias umbilicais vira as ilíacas internas e as vesicais superiores (cap. 13).

A vesícula umbilical não fica dentro da placenta: está na cavidade coriônica, entre o âmnio e o córion, perto da inserção do cordão, e encolhe; com 10 semanas é um vestígio em forma de pera de ≈5 mm. Só em casos raros ela persiste e aparece sob o âmnio, na superfície fetal da placenta, perto do cordão (Moore, cap. 7). O âmnio não está desenhado.

A placenta tem a parte fetal, o córion viloso, com vilosidades-tronco ramificadas que saem da placa coriônica e levam os vasos fetais, banhadas pelo sangue materno do espaço interviloso, e a parte materna, a decídua basal, colada a ela. Na decídua ficam os sinusoides maternos e as artérias espiraladas (uteroplacentárias), que jogam sangue materno no espaço interviloso (Moore, cap. 7). Os septos placentários, cunhas de decídua que separam os cotilédones (Moore, cap. 7), não foram desenhados, porque ainda não existem nesta idade (ver Outras fontes). Até o início da 8ª semana as vilosidades cobrem o saco coriônico inteiro; depois as do lado da decídua capsular degeneram e formam o córion liso, fino (Moore, cap. 7).

Coluna e arcos

Atrás fica a coluna vertebral, ainda de cartilagem: os centros de condrificação aparecem em cada vértebra mesenquimal na 6ª semana e a condrificação se espalha até formar uma coluna cartilaginosa (Moore, cap. 14). A ossificação começa na 7ª semana, e na 8ª ela só se torna evidente nos arcos neurais (cap. 14); por isso os blocos estão claros, sem contorno forte de osso. Estão desenhados 32 blocos, do pescoço à ponta caudal, de acordo com o número de vértebras da coluna (7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares e 5 sacrais, mais as coccígeas; cap. 14); os últimos afinam. A eminência caudal ainda existe na 8ª semana, mas é curta (cap. 5). Os somitos são da 3ª à 5ª semana e já se transformaram em vértebras, músculos e derme. Na frente da coluna fica o espaço da aorta.

Com 8 semanas os arcos faríngeos já não aparecem por fora: no fim da 7ª semana os sulcos 2 a 4 e o seio cervical desaparecem e o pescoço fica liso (Moore, cap. 9). As faixas coloridas (por cima da faringe, como numa vista lateral) marcam, de forma aproximada, o território de cada arco. O 1º é uma peça só: perto da orelha ele se divide na proeminência maxilar, acima da boca, e na mandibular, abaixo dela. O 1º sulco, entre o 1º e o 2º arco, vira o meato acústico externo. Derivados: 1º, maxila e mandíbula; 2º e 3º, osso hioide (o 2º forma o corno menor, o 3º o corno maior; o corpo vem da eminência hipobranquial); 4º e 6º, cartilagens da laringe (Moore, cap. 9).

Face: o olho já é fortemente pigmentado e as pálpebras estão se fechando; no fim da 8ª semana começam a se unir por fusão epitelial (Moore, cap. 5). A aurícula (pavilhão) se forma a partir das saliências auriculares, que crescem em volta do sulco entre o 1º e o 2º arco; esse sulco vira o meato acústico externo (o ponto escuro no desenho). A orelha externa começa na região do pescoço e sobe para o lado da cabeça, ao nível dos olhos, à medida que a mandíbula cresce; por isso, nesta fase, ela ainda fica baixa, abaixo do nível do olho (Moore, caps. 5 e 9).

Com 8 semanas a epiglote ainda é só um primórdio (a saliência rosada na entrada da laringe), não uma folha de cartilagem. Ela se desenvolve da parte caudal da eminência hipofaríngea, uma proeminência formada pela proliferação do mesênquima na extremidade ventral do 3º e 4º arcos; a parte rostral dessa eminência forma o terço posterior da língua (Moore, cap. 10). A cartilagem da epiglote vem do mesênquima dessa eminência, e não das cartilagens do 4º e 6º arcos, que formam as outras cartilagens da laringe (Moore, cap. 9). O Moore não dá a idade em que a cartilagem epiglótica aparece; a figura da laringe mostra 4, 5, 6 e 10 semanas (cap. 10).

Artérias

Artérias (vermelho): do arco da aorta saem o tronco braquiocefálico (vai para a direita, atrás), a carótida comum esquerda (sobe pelo pescoço e se divide em carótida interna, para o crânio, e externa, para a face) e a subclávia esquerda (vai ao membro superior; dela sobe a artéria vertebral ao lado das vértebras cervicais). A aorta dorsal desce na frente da coluna, dando ramos segmentares para a parede (intercostais e lombares, das antigas artérias intersegmentares) e as artérias renais para o rim que está subindo. Embaixo ela se divide nas ilíacas comuns, cada uma dando a ilíaca externa (para o membro inferior) e a interna, que continua como artéria umbilical; a continuação fina da aorta, a sacral mediana, segue o sacro.

Via de saída do coração: na 5ª semana, cristas nas paredes do bulbo cardíaco e do tronco arterioso giram 180° em espiral e, ao se fundirem, formam o septo aorticopulmonar, que divide o tronco arterioso em aorta ascendente e tronco pulmonar; por causa dessa espiral, o tronco pulmonar gira ao redor da aorta ascendente (Moore, cap. 13). O tronco pulmonar sai do cone arterioso do ventrículo direito; a parte distal da sexta artéria esquerda forma o ducto arterioso, que leva à aorta a maior parte do sangue do tronco pulmonar (Moore, cap. 13). As artérias pulmonares não foram desenhadas: o tronco aparece continuando só no ducto. No desenho o tronco pulmonar e o ducto estão em roxo porque levam o sangue que sai do ventrículo direito, com teor médio de oxigênio, e não o sangue bem oxigenado da aorta ascendente (Moore, cap. 13).

As mesentéricas superior e inferior são ramos ventrais não pareados da aorta que restam das artérias vitelinas (Moore, cap. 13) e passam entre as camadas do mesentério dorsal até o intestino (Moore, cap. 8). A mesentérica superior vai para o intestino médio e a inferior para o intestino posterior; cada uma tem um halo da cor da parte que irriga (Moore, caps. 11 e 13). O tronco celíaco, ramo do intestino anterior, não foi desenhado. A mesentérica superior corre no eixo da alça, até dentro do cordão (a alça gira em torno dela), e manda ramos ao duodeno depois do ducto biliar, às duas pernas da alça (futuros jejuno, íleo, ceco, colo ascendente) e aos dois terços direitos do colo transverso. A mesentérica inferior irriga o terço esquerdo do colo transverso, o colo descendente, o sigmoide, o reto e a parte superior do canal anal; a troca de uma artéria pela outra no colo transverso é o que marca o limite entre intestino médio e posterior (cap. 11).

Embaixo, as artérias umbilicais saem das ilíacas, passam ao lado da bexiga e do alantoide e entram no cordão. O coração aparece só como contorno transparente, na parte ventral do tórax, onde forma a proeminência cardíaca sobre a qual a cabeça se dobra (Moore, cap. 5), para mostrar de onde sai a aorta: ela sobe, faz o arco (à esquerda, por cima da traqueia e do brônquio principal esquerdo), solta os ramos para a cabeça e os membros superiores e desce na frente da coluna como aorta dorsal (Moore, cap. 13).

Pulmões

O pulmão esquerdo fica do lado de fora (lateral) do esôfago, da traqueia e da aorta, por isso aparece por cima deles, translúcido; tem dois lobos e ainda é pequeno (fase pseudoglandular). O tronco pulmonar sai do coração; o ducto arterioso (do 6º arco esquerdo) liga o tronco pulmonar ao arco da aorta e desvia a maior parte do sangue dos pulmões ainda sem ar (Moore, cap. 13).

A via aérea tem tubo próprio: laringe, traqueia e os dois brônquios principais. O epitélio da laringe vem do endoderma da extremidade cranial do tubo laringotraqueal, e suas cartilagens, do 4º e 6º arcos (Moore, cap. 10); por isso a entrada da laringe foi posta no assoalho da faringe, na altura desses arcos. A traqueia desce na frente do esôfago e termina na carina, onde se divide nos dois brônquios principais. O direito é ligeiramente maior que o esquerdo e orientado mais verticalmente; vai para trás, ao pulmão direito (Moore, cap. 10). Cada brônquio principal depois se divide nos brônquios lobares, 3 à direita e 2 à esquerda (cap. 10); essa árvore não foi desenhada. O pulmão direito fica do outro lado, atrás, e aparece um pouco deslocado por trás do esquerdo. As artérias pulmonares não foram desenhadas. O coração foi desenhado na frente dos pulmões, translúcido, para deixar ver a carina.

Aproximações

Postura: o desenho abre na postura real, curvada. O controle postura estica o desenho inteiro (corpo, órgãos, vasos, arcos e pontos dos rótulos) até a forma alongada, que separa os órgãos para estudo, e volta à curvatura próxima da real; é uma deformação geométrica do mesmo esquema, não um decalque da foto. Na 6ª semana a cabeça, muito maior que o tronco, está dobrada sobre a proeminência cardíaca pela flexão do pescoço, e tronco e pescoço começam a se endireitar; na 8ª a cabeça ainda é quase metade do embrião (Moore, cap. 5).

As cavidades do corpo (pericárdica, pleurais e peritoneal, que continua no celoma do cordão) estão num tom mais escuro só para destacar os órgãos. Tamanhos: os órgãos internos estão desenhados menores do que seriam em relação ao corpo, para sobrar espaço entre eles e para os rótulos; o tronco foi encurtado e a cabeça ampliada para ela ficar perto de metade do embrião, como o Moore descreve no fim da 8ª semana (cap. 5); e a vesícula umbilical tem tamanho aproximado: o Moore não dá a medida com 8 semanas, só que com 10 semanas ela é um vestígio de ≈5 mm e que depois atrofia (cap. 7); por isso foi desenhada com ≈5 mm na escala de um embrião de 8 semanas (CCN de 27–31 mm, cap. 5), cerca de 1/6 do CCN. A tireoide e as cartilagens da laringe não foram desenhadas; a laringe e a traqueia aparecem só como tubo. O tubo digestório tem largura esquemática, igual nas duas posturas. A placenta foi posta à esquerda, na frente (ventral) do embrião, só para o desenho ficar mais limpo; as proporções do cordão, da vesícula umbilical e da placenta são esquemáticas (o cordão real é bem mais longo).

Outras fontes (Langman 13ª)

Septos placentários. Segundo o Langman, a decídua forma os septos deciduais durante o 4º e o 5º meses; eles se projetam para os espaços intervilosos mas não alcançam a placa coriônica (cap. 8). Por isso não aparecem num embrião de 8 semanas.

Mesentérica inferior. Para o Langman, as artérias vitelinas formam o tronco celíaco e a mesentérica superior, mas a mesentérica inferior vem das artérias umbilicais (cap. 13). O Moore deriva as três das artérias vitelinas (cap. 13); a figura segue o Moore.

Membrana anal. O Langman descreve a degeneração da membrana cloacal, "chamada agora de membrana anal", que estabelece a continuidade entre as porções superior e inferior do canal anal (cap. 15). O Moore diz que não existe membrana anal, e sim um tampão epitelial (cap. 11). A figura segue o Moore.